Mundo de ficçãoIniciar sessãoBati à porta com leveza, o coração acelerado. Do outro lado, o som de um soluço abafado respondeu antes da voz cansada de Luna:— Pode entrar.
Empurrei a porta devagar, hesitando por um breve momento. O quarto estava mergulhado numa penumbra que parecia cúmplice da tristeza dela, como se as sombras se moldassem à dor que emanava de sua alma.As cortinas semi cerradas deixavam o sol desenhar fios dourados no carpete, como se a luz tentasse tecer um manto de esperança em meio ao desespero.No ar, pairava um perfume doce e melancólico, uma tentativa angustiante das flores de mascarar o odor da vergonha e da decepção. Luna estava sentada à penteadeira, totalmente absorta em seus pensamentos, os cabelos ainda desfeitos pela confusão da noite anterior. Observava o próprio reflexo como quem não reconhece a pessoa que vê — uma mulher despida da altivez que sempre carregou, reduzida à fragilidade nua de quem cometeu um erro irremediável. Sua beleza, norm






