Fim da tarde, Armand deixava o consultório, exausto, revisando mentalmente as cirurgias do dia, cada detalhe dançando em sua cabeça como um eco persistente.
— O motorista, Hugo, abriu a porta do carro para ele, um gesto que sempre parecia um símbolo de confiança e dependência.
— Pronto para irmos, doutor?— Claro, quero apenas chegar em casa e descansar.
A imagem de um jantar quente e um bom livro parecia cada vez mais tentadora enquanto sua mente lutava contra a fadiga.
— Mas, dois quarteirões depois, Hugo começou a notar algo estranho.
— Um carro preto estava atrás deles, muito próximo, sua presença ominosa como uma sombra obscura na luz do entardecer.
— Logo, outro veículo surgia pelo retrovisor, aumentando sua ansiedade, e três motocicletas apareceram pela lateral, cortando o trânsito como se dessem início a uma perseguição inesperada.
— Doutor… — a voz de Hugo ficou tensa, quase um sussurro, enquanto um frio na espinh