A fúria que havia acendido o meu sangue na cozinha começou a assentar à medida que os primeiros raios de sol, tímidos e acinzentados, cortavam a névoa sobre o rio Hudson. Olhei para a tela do celular, onde a mensagem enviada a Eduardo continuava ali, como um monumento ao meu próprio desespero. Apaguei o texto antes que ele pudesse ler. Bloqueei o aparelho e o joguei sobre o sofá de couro.
Eu estava agindo como um louco. O ciúme possessivo era uma reação primitiva, uma tentativa desesperada de a