A luz da manhã de sexta-feira não pediu licença para entrar. Ela se infiltrou de mansinho pelas frestas das cortinas de linho da suíte master, desenhando listras douradas e pálidas sobre o tapete felpudo e subindo, centímetro a centímetro, pelas dobras do lençol de fios egípcios onde estávamos deitados.
Abri os olhos lentamente, sentindo o peso suave do braço de Alice cruzado sobre o meu peito. Ela continuava adormecida, a cabeça aninhada na curva do meu ombro, os cabelos escuros espalhados com