A primeira coisa que fiz ao entrar na suíte master do hotel em Las Vegas foi arrancar os sapatos de salto e abrir as imensas cortinas de vidro que davam para a avenida principal. O sol de Nevada batia contra o asfalto com uma intensidade dourada, quase febril, muito diferente da luz cinzenta e contida que cortava os arranha-céus de Tribeca. Olhei para a imensidão daquela cidade erguida no meio do nada, um monumento ao excesso e à diversão, e respirei fundo. Pela primeira vez em meses, o ar que