Emanuel e Severino pararam de conversar de repente, ambos com uma expressão de quem tinha culpa no cartório.
- Ângelo, você entra aqui sem nem bater na porta, que falta de educação!
Ângelo, com um rosto bonito e inexpressivo, como um iceberg em movimento, se aproximou de Severino e deu um tapinha no gesso que pendia da perna do homem, perguntando seriamente:
- Dói?
As feições de Severino se contorceram imediatamente, ele gritou de dor:
- Dói, Ângelo, você está tentando me matar? Eu acabei de arr