ARTHUR VALENTE
O ar entre nós parecia ter sido sugado por um vácuo. Maya não se mexeu. Ela permanecia ali, como uma estátua de gelo, com as minhas próprias palavras sobre "entregar os envolvidos" e "proteger o rei" ecoando no corredor. O olhar dela atravessava a minha alma, desfazendo qualquer tentativa de defesa que eu pudesse formular.
— Maya, eu posso explicar... — comecei, dando um passo em direção a ela.
— Explicar o quê, Arthur? — Ela me cortou, a voz num sussurro gélido que doía mais do