MAYA
As portas duplas da mansão Valente se abriram como as mandíbulas de um gigante de pedra. O hall de entrada era tão vasto que meus passos, agora calçados em sapatos que custavam o preço de um carro popular, ecoavam de forma solitária. Se a cobertura de Arthur era um monumento ao luxo moderno, esta casa era um mausoléu à linhagem. Tapetes persas que pareciam absorver o som, quadros de antepassados que eu nunca conheci me observando com desdém, e aquele cheiro... um perfume de cera de móveis