O silêncio daquela manhã era diferente.
Não era o silêncio da calmaria, tampouco o da paz. Era o silêncio pesado de quem sabe que algo irreversível já começou.
Camila acordou antes do amanhecer. Ficou alguns minutos observando o teto, sentindo o próprio coração bater de forma estranhamente ritmada. Não havia mais aquele aperto sufocante no peito — mas, em seu lugar, havia algo novo: consciência. Tudo o que fora enterrado durante anos agora vinha à tona, exigindo espaço, exigindo verdade.
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