O telefone tocou às três da manhã.
Não foi o som que acordou Camila. Foi o pressentimento.
Ela abriu os olhos antes mesmo do primeiro toque terminar, o coração disparado, como se o corpo tivesse aprendido a reconhecer o perigo antes da mente. Ao seu lado, o bebê dormia tranquilo, alheio ao mundo que insistia em ameaçar a paz que mal havia começado.
O celular voltou a vibrar.
Número restrito.
Camila hesitou. Olhou para Ricardo, que dormia no sofá, exausto demais para perceber qualquer coisa. Ins