O dia amanheceu sem cor.
O céu estava cinza, pesado, como se soubesse que aquela não seria uma manhã comum. Camila não dormira. Passara a noite sentada na cama, o bebê aninhado contra o peito, encarando o vazio enquanto a voz de Beatriz se repetia em sua mente como um eco cruel.
Você tem até amanhã à noite.
Ricardo observava tudo em silêncio.
Desde a ligação, algo nele havia mudado. Não era apenas medo — era uma fúria contida, madura, diferente daquela impulsiva de antes. Ele caminhava pela cas