Tâmara não dormiu naquela noite.
O silêncio da mansão, que antes lhe trazia sensação de domínio, agora parecia acusador. Cada estalo da madeira, cada sombra projetada pelas luminárias do corredor a fazia apertar os dedos com mais força ao redor da xícara de chá que esfriava em suas mãos.
Ela sentia.
Não apenas suspeitava — sentia que algo estava escapando.
Adrian já não reagia como antes. Não explodia. Não implorava. Não se defendia em excesso. Ele observava. Esperava. E isso a deixava inquieta