A casa já tinha mudado de som quando a noite chegou de vez. Aquele burburinho do dia, de porta abrindo, telefone tocando, passos apressados, tudo tinha se aquietado. O relógio da sala marcava quase onze quando resolvi ir pra cozinha. Não porque alguém pediu, nem porque precisava. Fui porque minhas mãos ficavam inquietas quando o coração tava cheio demais.
Coração cheio transborda de um jeito ou de outro. O meu sempre escorre pelas panela.
Peguei o abacaxi que tinha separado mais cedo. Bonito, a