Mundo de ficçãoIniciar sessãoCatherine apareceu na porta do meu escritório ao final do expediente, com a audácia de quem não conhece o significado de pedir licença, como se o próprio espaço fosse um prolongamento de sua personalidade vibrante.
— Sua postura, encostada no batente com uma leveza despreocupada, deixava claro que já se sentia em casa, como se tivesse visitado meu escritório mil vezes antes. Continuei lendo o relatório à minha frente por alguns instantes—um gesto quase ritualístico que eu adotara para manter a compostura—antes de levantar os olhos.— Não o fiz por desdém ou pretensão, mas porque já conhecia bem aquele jogo psicológico pelo qual Catherine se movia com tanta destreza. — Morgan, hoje temos a recepção beneficente da empresa — disse ela, com um tom excessivamente casual para a gravidade da situação, como se estivesse falando sobre o clima e não sobre um evento que poderia ter repercussões significativas para todos os envolvidos.— Fechei o arquivo no com






