O silêncio no corredor era quase palpável, como um véu de tensão entre eles, envolvendo a cena em um manto de incerteza. Cada batida do coração de Dean parecia ecoar contra as paredes, como um tambor ressoando em um campo de batalha, enquanto caminhava com determinação em direção ao escritório, seu semblante sério como se carregasse o peso do mundo em seus ombros. Seus passos eram medidos — o retrato de um homem que havia perdido algo mais precioso que a paz: a confiança, uma vez tão vibrante em seu espírito, agora reduzida a cinzas e fragmentos de lembranças amargas.
Leonor o observava da escada, ainda vestida com o roupão de seda que não fazia jus à frieza do clima que os envolvia, como uma tela que tentava esconder uma tempestade interna. Embora seu sorriso estivesse ensaiado, não conseguia disfarçar a inquietação em seus olhos, que refletiam a batalha entre esperança e desespero, como oceanos em maré alta. Assim que ele se aproximou, o que deveria ser um reenc