O silêncio no corredor era quase palpável, como uma névoa densa envolvendo cada canto e intensificando a tensão no ar. Dean caminhava em direção ao escritório, o semblante sério e os passos calculados, o retrato de um homem que havia perdido algo mais precioso do que a paz: a confiança, não apenas em sua esposa, mas também em si mesmo. Leonor o observava da escada, ainda vestida com o roupão de seda que cobria seu corpo de forma elegante, embora não conseguisse esconder a insegurança que se aninhava dentro dela. Um sorriso ensaiado se formou em seus lábios, mas era mais uma máscara do que uma expressão genuína; ela sentia que estava prestes a perder o que restava de seu casamento. Assim que ele se aproximou, a tensão aumentou e ela tentou suavizar a voz, como se pudesse derreter o gelo que os separava. — Dean… podemos conversar? Ele não parou de andar. O tom gélido de sua voz cortou o ar como uma lâmina. — Não. Ela insistiu, descendo um degrau, seus movimentos tremendo lig