Dean entrou na biblioteca e calmamente fechou a porta atrás de si, um gesto carregado de gravidade. O som do clique ecoou no silêncio do ambiente, selando não apenas o espaço, mas também uma decisão que maturava em seu interior há dias. A lareira mantinha uma chama suave, lançando reflexos dourados sobre as prateleiras de madeira escura, repletas de livros que pareciam guardar segredos de eras passadas. Ele passou a mão pelos cabelos, exalando o cansaço de quem havia ultrapassado seus limites, como se cada fio desgastado fosse um mapa das batalhas já travadas.
Finalmente, acomodou-se à escrivaninha, respirou fundo e pegou o telefone, discando o número do advogado com a firmeza de quem não recuaria, decidido a terminar com um ciclo de dor e desilusão.
— Boa noite, Thomas — disse, sua voz firme e desprovida de hesitação, quase como uma declaração de guerra contra as sombras que ameaçavam sua vida. — Espero que você não tenha me ligado de volta porque é tard