O relógio da parede, um velho companheiro de inúmeras decisões e momentos importantes, marcava quinze minutos para as nove da manhã, quando Dean finalmente perdeu a capacidade de fingir autocontrole.
— Os olhos ardiam, cansados, como se cada piscar fosse uma luta contra uma realidade esmagadora que se instalava ao seu redor.
—Seu rosto estava pálido, um eco de sua antiga energia, enquanto uma sombra sombria se formava ao redor de sua boca — uma expressão que só aparece quando o desespero já ocupa espaço demais no coração, como se o ar estivesse se tornando escasso, sufocando qualquer esperança que ainda pudesse restar dentro dele.
—Quarenta e oito horas sem notícias de Rachel, sua parceira, sua melhor amiga, e, mais dolorosamente, quarenta e oito horas sem notícias de sua filha, Roxy.
— O som do nome girava em sua mente como uma faca cravada, e ele não conseguia sequer pensar nele sem sentir o estômago se contorcer, como se a ansiedade estives