Eu já não conseguia distinguir quanto tempo havia passado desde que o frio começara a me consumir por dentro. Cada respiração parecia roubar demais de mim, era como se meus pulmões tivessem esquecido como respirar. A marca em meu punho queimava e congelava ao mesmo tempo, um paradoxo cruel que me mantinha presa entre a dor e a inconsciência.
— Fica comigo — a voz de Alexander chegava distante, ecoando como se eu estivesse submersa. — Não fecha os olhos, amor. Por favor!
Tentei responder algumas vezes, mas não tinha forças. O mundo se resumia ao teto de plástico da barraca improvisada, às sombras dançando nas paredes, distorcidas pela fogueira instável. Eu sentia algo sendo puxado de dentro de mim, como se houvessem dedos invisíveis vasculhando minhas entranhas em busca do que ainda restava de força.
Eu conseguia sentir Azrael impaciente.
A marca girava mais rápido agora, as linhas se retorcendo como serpentes avidas por comida. Cada volta arrancava uma lembrança, um pouco da minha ene