O carro parou em frente ao prédio de Aurora.
A chuva ainda caía, mas mais fraca, como se tivesse cansado junto com ela.
Henrique desligou o motor, mas nenhum dos dois se mexeu imediatamente.
O silêncio era diferente agora. Não era incômodo. Era apenas… cheio.
— É aqui — disse Aurora, baixo.
Henrique assentiu, sem olhar para ela.
— Bom bairro.
— É tranquilo.
— Não parece com você.
Ela virou o rosto, intrigada.
— Como assim?
Henrique deu de ombros.
— Parece calmo demais. V