Londres parecia respirar em outro ritmo naquela tarde.
O céu indeciso refletia o que Aurora sentia ao observar a cidade pelas janelas da sala de reuniões: longe demais de casa, perto demais de algo que ainda não conseguia compreender.
Quando a reunião terminou, o silêncio foi quase físico.
Ainda era dia.
— Alguém topa fazer algo que não envolva trabalho? — perguntou Nicolas, abrindo os braços. — Porque eu me recuso a ir direto para o hotel.
Aurora hesitou.
— Algo como o