MATHIAS
Eu observava do interior do meu veículo, os dedos tamborilando impacientemente no volante enquanto mantinha os olhos fixos na saída do hospital. O plantão de Maya estava prestes a terminar, e eu esperava, como de costume, para vê-la deixar o trabalho.
Não tinha intenção de me aproximar, muito menos de interagir. Somente queria observá-la, como fazia há alguns dias, desde o incidente com seu veículo, em silêncio, à distância, protegendo-a das sombras sem que ela soubesse.
Porém, naquele