Axel Morgenstern
Eu só percebo que estou encarando quando ela já se foi.
A porta ainda vibra levemente no batente, como se o impacto da saída dela tivesse ficado suspenso no ar, recusando-se a desaparecer. O corredor da mansão volta ao silêncio habitual, mas algo ali não se recompõe. Fico parado tempo demais, respirando de menos, como se o corpo estivesse tentando processar um erro que a mente se recusa a admitir.
Ruby encostada na parede surge de novo na minha cabeça. Não como lembrança vaga —