Já era noite quando o carro começou a cruzar as avenidas iluminadas da cidade grande. Os letreiros piscavam em tons de azul e vermelho, o trânsito era intenso, e o som das buzinas parecia distante, abafado pela névoa dos pensamentos de Natália. Ela não fazia ideia de onde estavam, não queria saber. Sua mente parecia desligada, funcionando apenas o suficiente para continuar respirando.
Antônio reduziu a velocidade e estacionou próximo à entrada principal do aeroporto. As luzes brancas refletiam