Aramis Ferri
Compartilhamos da mesma saudade, era certo. Mas eu queria sempre mais. Eu a queria por inteiro novamente, queria ter certeza de que ela não esqueceria dessa vez.
Mostrar que não a deixaria também. Nesta terceira vez eu seria somente seu, correria atrás somente dela. Não a deixaria, nem mesmo se ela quisesse.
“Eu a terei na minha vida. Sem restrições!”
— Você é minha, está bem? — reforcei.
Ela acenou, entorpecida. Deslizei meus dedos enquanto beijava sua pele, seu busto, entre os macios frutos do paraíso; beijei sua barriga, vagarosamente descendo até sua coxa, à minha palma.
Deslizei até seus pés, mas minha boca não andou até o centro; eu desviei, para que ela ficasse ansiosa, mesmo ciente de que tentaria negar me dar aquele prazer.
O lençol sumiu, separei suas pernas e sorri; a claridade já adentrava pelas cortinas escuras que eu fechei apenas naquela noite para que ela não fosse incomodada.
Mas, ainda assim, via seus contornos, seu rosto, minha perdição.
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