Clarice martins
Por mais que fosse muito agradável ser segurada com tanta confiança, proteção e possessão, eu ainda tinha que reconhecer que servia como um urso de pelúcia ou algo assim, para uma criança apertar quando se tem pesadelos.
Com o tempo, depois de acalmá-lo com minhas mãos e sussurros para confortá-lo, pude me mexer e sair devagar do seu abraço.
— Durma bem, Damien! — o deixei sozinho para retornar para o lado do meu filho.
Nos próximos dias, tentei fazer o mesmo daquela noite: chás, massagens, conversas... todas as noites. Mas nunca comentei sobre ele me puxar para a cama junto com ele. Se dependesse de mim, ele nunca saberia.
Mas, ainda assim, mesmo não contando isso, nos afastamos um pouco. Até que aquele episódio se repetiu — o da sua lente de contato.
Segundo ele, não usava os óculos novamente porque eles quebravam muito, todas as vezes que se colocava a trabalhar em qualquer serviço pesado; ou os óculos atrapalhavam em todas as tarefas que o faziam suar, ou até