Clarice Martins
— Eros Aziel! — murmurei, acariciando minha barriga sob o olhar de Laura, sentada na minha cama.
“Meu bebê!”
Ela ficou em silêncio por um instante, então brincou de repente, como se tivesse medo de que eu desabasse em tristeza, apenas por Eros ser o que sobrou de Aramis.
Ela não fazia ideia do que acontecia comigo antes de dormir ou durante a madrugada. Os sonhos que eu tinha. Se soubesse, como reagiria?
— Eros, a titia também vai AMAR muito esse cupido fofinho. — Se referiu ao meu filho ter o primeiro nome grego, lembrando o cupido que atirava flechas do amor na mitologia grega.
— É, né? Você não precisa, eu já o amo por todos. — Brinquei também.
Ambas compartilhamos aquele momento. Mas, no fundo, eu prometia ao meu filho alguma certeza:
“O seu pai também te ama muito!”
Era o momento perfeito para ser quebrado por uma ligação inconveniente, assim como aconteceu.
— Aquele cara novamente? — Ela apertou os dentes vendo o nome explícito na tela. — Mesmo se você