Clarice Martins
Naquele dia, como a grande maioria, ele havia mandado mensagem também, pedindo para entrar em contato com ele. E eu não o faria, como neguei nas últimas quinhentas vezes.
Me distraí com os dois ao meu lado apostando em algo que não era deles. Não deixaria aquele cara estragar aquele momento.
— Vocês estão apostando sobre o bebê? — indaguei na sala de espera.
— É claro. — Laura não se importou com o modo como soava.
— Dinheiro? — perguntei, enquanto fingia inocência diante dos meus próprios pensamentos.
— Isso! — Laura riu, imaginando que ganharia de Ruan. Então, quando pensei em passar a perna em ambos, o médico me chamou.
— Quem ganhar pode trocar o dinheiro por uma roupinha para o bebê. Assim vocês gastam melhor o tempo! — Parecia rude, mas aqueles dois já me conheciam muito bem para saber que se tratava de algo natural.
Minutos depois de ter me preparado, estava vendo a imagem do meu bebê na tela novamente, me emocionando com os seus batimentos cardíacos e quase cho