POV Amara
Depois, tudo desacelera.
Não existe pressa, não existe barulho além da respiração dele se acalmando aos poucos, pesada, quente, batendo no mesmo ritmo da minha. O quarto fica suspenso num silêncio macio, desses que não constrangem, acolhem.
Eu me ajeito contra ele, ainda meio trêmula, sentindo o braço dele me envolver com cuidado, como se eu fosse algo frágil e precioso ao mesmo tempo. A mão dele desliza pelas minhas costas num carinho lento, quase distraído, desses que não pedem nada