POV Amara
Ele já estava quase saindo do quarto quando parou.
Foi um daqueles silêncios suspensos, o corpo indo, a atenção ficando.
Killian virou o rosto devagar e seus olhos pousaram no canto do quarto, onde as latas de tinta amarela ainda estavam empilhadas, intocadas, como uma promessa adiada.
— Isso… — ele apontou. — Ainda vai ser pintado, né?
— Vai. — respondi. — Eu só… ainda não tive cabeça para pensar em decoração.
Ele assentiu uma vez. Aquela expressão prática, focada, quase automática.
— A gente faz agora.
Pisquei.
— Agora? São quase 1h da manhã
— Agora. — repetiu, já arregaçando ainda mais as mangas. — Não é nada demais. Uma demão hoje, outra amanhã. Dá tempo antes do Mateo vir pra casa.
O jeito como ele disse Mateo, simples, natural, fez algo apertar no meu peito.
— Killian, você não precisa
— Eu sei. — ele me interrompeu com suavidade. — Mas eu quero.
Não discuti. Aprendi que, quando Killian quer construir algo, ele não aceita recuos.
Ele abriu a primeira lata, mexeu a tint