POV Killian Navarro
O som da sirene é um grito contínuo dentro da minha cabeça.
Não importa o quanto eu tente focar em Amara, no corpo frágil estendido na maca, no sangue que mancha meus braços e minha camisa, o barulho atravessa tudo. Lateja. Arranha. Me acusa.
— Pressão caindo! — alguém grita.
— Mantém ela acordada! — outra voz ordena.
Eu estou sentado ao lado da maca, segurando a mão dela com força demais, com medo demais, como se soltá-la fosse assinar sua sentença.
— Amara… — chamo, colando minha testa na dela por um segundo. — Olha pra mim. Não dorme. Não agora.
Ela não responde.
Os cílios tremem, quase imperceptíveis. A respiração é curta, irregular. Cada subida do peito parece um esforço monumental, como se o corpo dela estivesse lutando contra algo invisível ou contra tudo.
— Nome? — um paramédico pergunta.
— Killian Navarro. — minha voz sai rouca, falhada.
— Parentesco?
A palavra me acerta como um soco.
— Eu sou o responsável legal. — respondo rápido. — O marido.
A mentira e