POV Amara
A boca dele ainda está quente na minha. A respiração dele ainda está presa na minha pele. O toque dele ainda está onde não deveria estar. E é por isso que eu levanto tão rápido. Quase tropeço. Quase derrubo a cadeira. Quase… volto para os braços dele.
Mas eu me viro e caminho até a porta da área externa, como se o chão estivesse pegando fogo. Como se eu estivesse pegando fogo. E estou.
Eu passo a mão no rosto, desesperada.
— Isso não pode acontecer… — sussurro para mim mesma.
Ou acho que é para mim. Porque quando viro, ele está vindo atrás. Molhado. Respirando pesado. Determinado. Killian sempre vem atrás quando não deveria.
— Amara. — a voz dele é um aviso. — Para.
— Não. — digo, seguindo para dentro da casa. — Não faz isso.
Ele me segue. Ele sempre me segue. A cada passo, eu sinto o peso do que acabou de acontecer me esmagando. O chão frio da sala, o silêncio da mansão... tudo parece nos cercar.
Subo o primeiro degrau da escada. Ele sobe logo atrás.
— Não adianta negar. —