Passava um pouco das seis quando Ademir chegou. Karina estava sentada no sofá, como se estivesse esperando por ele de propósito.
— Karina, cheguei. — Ele tirou o casaco, o pendurou e se aproximou, querendo abraçá-la.
Mas Karina levantou a mão e apontou para o lado oposto:
— Se sente ali.
O olhar dela indicava que ela tinha algo a dizer. Ademir hesitou por um momento, assentiu e foi se sentar em frente a ela.
Com a voz rouca e suave, ele perguntou:
— Aconteceu alguma coisa?
— Sim.
Karina assentiu