– Kali... – ele começa, mas eu ergo a mão.
– Me escuta agora.
Ele assente, ainda sem entender, e se apoia na lateral da porta, com gotas escorrendo por seu peito. Mas, mesmo assim, é ele quem parece vulnerável.
– Eu não sei o que é isso entre nós... não mais. Eu não sei dar nome ainda. Mas o que eu senti naquele beijo... não foi sobre Bennet. Não foi sobre fuga. Foi você. Foi o jeito que você me olha quando acha que não estou vendo. Foi o cuidado nos seus gestos, as noites em que você dormiu no