O vinho descia queimando, mas não apagava a dor. Pelo contrário, fazia tudo parecer ainda mais pesado. O vento forte fazia as janelas de vidro tremerem, como se quisessem ceder a qualquer momento.
Lá fora, em meio à chuva que caía sem piedade, a voz de Sílvio ecoava na noite:
— Lúcia, abre a porta! Vamos conversar, por favor!
— Eu não vou deixar você se casar com outro homem! Você não pode fazer isso comigo!
— Lúcia, a pessoa que você ama sou eu! Sempre fui eu! No passado, agora e no futuro vai