— O quê?
A mão de Lúcia, que estava prestes a soltar o cinto de segurança, ficou imóvel no ar. Ela levantou os olhos, confusa, e encarou Basílio no banco ao lado.
Basílio, com um sorriso tranquilo, repetiu:
— Você disse que cumpriria qualquer pedido meu, sem condições.
— Sim, eu disse.
— Pois bem, Lúcia. Eu levei a sério. Quando eu souber o que quero, vou cobrar a sua promessa. — As palavras de Basílio pareciam simples, mas Lúcia, alheia ao tom sutil que escondia algo mais profundo, apenas agrad