Lúcia sentia-se sufocada por aquela avalanche de pensamentos caóticos. Queria jogar o celular contra a parede, gritar até perder a voz, xingar, destruir algo ou alguém. Mas o silêncio opressor do apartamento vazio, habitado apenas por ela e Marina, não lhe dava espaço para desabafar. Ela sabia que não poderia descontar suas frustrações em Marina, uma mulher não tinha culpa de nada.
"Como eu pude ser tão idiota?" pensou, o rosto tomado pelo desgosto. A cada lembrança, a vontade de esbofetear a si