Sílvio segurava o cabo da colher com tanta força que seus dedos estavam cobertos de veias saltadas.
Lúcia percebeu que ele estava com raiva, mas, como sempre, se controlava. Toda vez que isso acontecia, ele apenas a encarava friamente, sem dizer uma palavra.
— Saia. Não quero mais ver a sua cara.
— Lúcia, será que não podemos fazer uma trégua por alguns meses? — Sílvio respirou fundo, tentando domar a fúria que queimava por dentro, e falou num tom mais ameno.
Lúcia curvou os lábios em um sorriso