Sílvio segurava o cigarro entre os lábios. A fumaça escapava devagar, formando espirais no ar frio da noite. Por trás das lentes de seus óculos, seus olhos, cansados e sombrios, refletiam o peso de vinte anos de memórias.
“Pai... mãe... vocês estão bem aí em cima? Já se passaram vinte anos. Como será que estão no paraíso? Eu cresci... e vinguei vocês. Mas, sabem, não estou feliz. Estou tão cansado... tão exausto. Passei esses anos todos vivendo para a vingança. Fiz de tudo para não ter pesadelos