Capítulo 472
Naquele dia, Lúcia ainda mantinha as costas eretas, firmes.

Diferente da Lúcia de agora, que rastejava no chão, apoiada nas mãos, como um animal ferido, desamparada e desesperada, até chegar aos pés de Sílvio.

— Sílvio, Sílvio. Eu não te culpo mais, foi tudo minha culpa, minha culpa. Por favor, chama um médico, Sílvio, chama um médico. — A voz de Lúcia não passava de um sussurro trêmulo, enquanto as lágrimas escorriam por seu rosto.

Ela passou as mãos pelo rosto num gesto automático, espalhando
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