Lúcia já não conseguia mais se levantar de tanta dor; restava apenas rastejar pelo chão coberto de neve. O frio cortante penetrava seus dedos, percorrendo seus membros com uma intensidade avassaladora. Ela mordeu os lábios, determinada a continuar, deixando um rastro de sangue pelo caminho.
Finalmente, chegou à porta do apartamento. Com muito esforço, estendeu a mão para alcançar a campainha, pressionando-a repetidamente. Lágrimas escorriam pelo seu rosto.
— Sílvio, por favor, abre a porta! — Mu