Os anos estavam passando depressa demais.
Às vezes eu olhava para Gabriel correndo pelo quintal da casa e sentia um aperto estranho no peito, porque parecia que foi ontem que eu o segurava pequeno nos braços durante as madrugadas difíceis.
Agora ele já falava pelos cotovelos. Corria pela fazenda inteira. Fazia perguntas sobre tudo. E tinha uma mania de sorrir de lado exatamente igual…
Eu afastava aquele pensamento sempre que ele surgia.
Precisava afastar.
Naquela manhã, acordei cedo como semp