O dia do batismo de Gabriel finalmente e a fazenda estava diferente.
Mais viva.
Mais movimentada.
As mulheres da senzala acordaram antes do sol nascer para preparar tudo. Era assim naqueles tempos. Mesmo com toda dor da escravidão, o povo negro encontrava maneiras de criar alegria, fé e união nos pequenos momentos. E o batismo de uma criança era um desses momentos importantes.
Porque para nós, não era apenas uma cerimônia da igreja.
Era proteção.
Era esperança.
Era como entregar aquela criança