161. Noite sem Lua
Ryuk
A noite nas montanhas era um breu absoluto, o tipo de escuridão que engole até os pensamentos. O vento cortava como lâmina, carregando flocos de neve que picavam a pele exposta. Eu estava agachado na borda do acampamento improvisado, olhos fixos na barreira mágica que pulsava a uns duzentos metros dali, vermelha, dourada, viva. Atlas estava do outro lado. Eu sentia o cheiro dele no ar, podre e antigo.
Os batedores tinham voltado há pouco, sem novidades. Os rastreadores ainda vasculhavam as