Li Wei
O cheiro de antisséptico e a luz fria do hospital de Xangai eram um contraste gritante com o calor da nossa casa, mas era ali que o meu mundo havia se redefinido. Eu estava exausto, mas a adrenalina ainda corria em minhas veias.
O primeiro lugar que fui foi o quarto de Siena. Ela estava pálida, mas seus olhos castanho-esverdeados brilhavam com uma força que desmentia a cirurgia de emergência.
— Meu amor — eu disse, beijando sua testa. — Você foi incrível.
— Nós fomos, Wei — ela sussurrou, a voz fraca. — Eles estão bem?
— Estão. Os dois. Estão na incubadora, ganhando peso. O Dr. Chen disse que é apenas uma precaução, já que nasceram duas semanas antes. Mas estão fortes.
Eu me sentei ao lado dela, segurando sua mão. O alívio era uma onda física, me inundando e me deixando mole. O terrorismo havia passado.
— Eu te amo, Li Wei — ela disse, fechando os olhos.
— Eu te amo, meu amor. Mais do que tudo.
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A descrição na maternidade era a prioridade máxima. Como Li Wei, o ídolo, a minh