103. TINTA DE SANGUE
JOHN BAKCER
Fiquei estático.
— Dom, isso é loucura. — Recusei o documento sem me alterar. Mas ele ignorou minha mão parada no ar.
O velho tinha perdido o juízo de vez. Me nomear como Dom? Assumir como filho dele? Aonde diabos queria chegar?
— Pode ser loucura, dane-se. Vou morrer em breve e que-ro deixar tudo que é meu para você. Dinheiro, casas, empresas e máfia. Tudo é seu. — As palavras saiam da boca dele como se não fosse nada.
Sem me conter levantei.
— Realmente está louco, eu não sou ninguém, Dom.
— Mas agora é! — Alterou a voz.
— Dom eu não...
— Eu ainda estou vivo e você me obedece. Para de ser idiota e assina tudo. Estarei te esperando no pátio para a ceri-mônia do novo Dom. — O Sr. Colt levantou e apagou o cigarro pela metade.
De pé, ele era quase da minha altura, porém alguns cen-tímetros mais baixo. Seus olhos me encaravam firmes e eu o encarava de volta tentando entender o propósito da decisão.
A dúvida silenciosa.
— Todos que me rodeiam são infelizes falsos, vaz