102. MAIS FRIO QUE O GELO
JOHN BACKER
Assim que as deixei no hospital aquele dia, quase que imediatamente viajei para a Rússia.
O contrato que assinei com o Sr. Colt, acordava minha servidão vitalícia a ele e organização. Era uma loucura comple-ta, trabalhar para alguém sem receber nada pelo resto da vida. Mas eu não tinha escolha, minha esposa morreria em poucas horas.
Assinei o contrato sem hesitar. Mesmo que isso signifi-casse nunca mais vê-las.
A viagem até a Rússia foi longa, no entanto não consegui pregar os olhos nem um segundo, pensando no que poderia es-tar acontecendo com as duas no momento.
— Avisei ao seu sogro. Suas mulheres não vão ficar sozi-nhas. — O velho disse sem rodeios enquanto ainda estávamos no avião.
A aeronave era particular, por isso estava cheia de capan-gas e outras “coisas”, mas todos colocados numa ala separada, mais “básica”. Já eu, fez questão que estivesse sentado ao seu lado. Com certeza queria me manter por perto para me estudar, não questionei nada, afinal, honraria meu