O apartamento já não parecia mais o mesmo. As caixas empilhadas nos cantos, algumas lacradas, outras ainda esperando serem preenchidas, davam um ar de transição desconfortável. Era como se estivéssemos nos preparando para desaparecer daquele lugar que, por tanto tempo, foi o nosso lar. O cheiro de incenso, que sempre pairava no ar graças ao hábito de Teri, estava se dissipando, substituído pelo odor frio de papelão e fita adesiva.
As paredes vazias, antes cheias espelhos, quadros e pequenas mar