"Tatiana"
A feira gastronômica com o Elias tinha sido bastante divertida. Ele não rosnou para ninguém e até ajudou um garotinho a amarrar o cadarço do tênis. Eu sabia que ele tinha se esforçado para me fazer aquela gentileza e eu achei fofo. Ele era uma companhia agradável, não tinha agitação nele, era como se ele fosse um lago escuro, mas que irradiava uma quietude e silêncio confortáveis.
- Tati! - Uma voz do outro lado do balcão me puxou dos meus pensamentos. - Tati, posso falar com você? - A Val pediu tocando o meu braço. Ela parecia aflita.
- O que foi, Val?
- Sabe as informações que te dei do Dimas? - Ela me olhava suplicante e eu fiz que sim. - Será que você pode esquecer e não procurá-lo?
- Por que, Val? - Eu franzi as sobrancelhas.
- Ele me ligou e está muito bravo comigo, disse que eu não deveria ter dado o endereço e o telefone dele para ninguém. Por favor, Tati, me diz que você não passou para o Dr. Molina. - A Val suplicou e eu cruzei os braços e a encarei.
- Não, eu não