"José Miguel"
Claro que era pedir demais que a Carmem ficasse calada e não armasse outro escândalo. Assim que ela se deu conta de que eu não estava brincando, ela começou outra vez.
- O que é isso? PAREM! PAREM COM ISSO! VOCÊS ESTÃO PROFANANDO O TÚMULO DA MINHA FILHA. - A Carmem começou a gritar e o Dr. Romeu fez sinal para os seguranças do cemitério que estavam acompanhando tudo. - Me soltem! José Miguel, você não pode fazer isso!
- Sim, Carmem, eu posso, porque eu sou o titular do túmulo e porque, quando a sua filha morreu, ela estava casada comigo, além do mais, eu registrei os bebês, entao tenho autoridade o suficiente para pedir a exumação dos restos mortais deles, destruir essa escultura decadente, pedir que sejam cremedos e enviados ao columbário. E é todo esse ritual que nós vamos assistir aqui hoje, quanto a isso você não pode fazer nada. - Meu aviso foi claro e o olhar de choque da Carmem foi dramático.
Ali ao lado o Matheus colocou para tocar de novo a música e assoviava a